Liberdade de expressão ou novas camadas de colonização linguística? Percepções de linguagem inclusiva entre falantes bilíngues de quéchua em Cusco

Descripción del Articulo

O conceito de linguagem inclusiva é atualmente um dos tópicos mais polarizadores na linguística espanhola. Refere-se ao uso de @, x ou e para tornar palavras espanholas neutras em termos de gênero e até mesmo de pessoas que não se identificam com o binário de gênero (Sayago, 2019). Este artigo é uma...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Nabors, Kathryn
Formato: artículo
Fecha de Publicación:2025
Institución:Universidad Nacional Mayor de San Marcos
Repositorio:Revistas - Universidad Nacional Mayor de San Marcos
Lenguaje:español
OAI Identifier:oai:revistasinvestigacion.unmsm.edu.pe:article/31072
Enlace del recurso:https://revistasinvestigacion.unmsm.edu.pe/index.php/lenguaysociedad/article/view/31072
Nivel de acceso:acceso abierto
Materia:indigeneity
decolonization
LGBTQ+
inclusive language
indigenismos
descolonización
lenguaje inclusivo
indigenismo
descolonização
linguagem inclusiva
Descripción
Sumario:O conceito de linguagem inclusiva é atualmente um dos tópicos mais polarizadores na linguística espanhola. Refere-se ao uso de @, x ou e para tornar palavras espanholas neutras em termos de gênero e até mesmo de pessoas que não se identificam com o binário de gênero (Sayago, 2019). Este artigo é uma análise qualitativa das percepções desse conceito por falantes bilíngues de espanhol e quéchua em Cusco, Peru. O quéchua é uma língua indígena da área que não possui gênero gramatical em substantivos ou pronomes, enquanto o espanhol é a língua colonial que possui gênero gramatical em todos os sintagmas nominais (Aguilar Páez, 1970; RAE, 2009). Este artigo explora as percepções de linguagem inclusiva de 17 indígenas em dois grupos principais: aqueles que pertencem à comunidade LGBTQ+ e aqueles que são pessoas cisgênero heterossexuais. Os dados provêm de uma série de entrevistas sociolinguísticas realizadas em Cusco durante o verão de 2022. Os resultados são apresentados em quatro grupos categorizados impressionisticamente: participantes que desconheciam a existência da linguagem inclusiva, aqueles que a conheciam e se opunham ao seu uso, aqueles que a aceitavam, mas não a utilizavam, e aqueles que a utilizavam em suas interações cotidianas. Em termos demográficos, todos os que utilizavam essa linguagem neutra em termos de gênero pertenciam à comunidade LGBTQ+, e todos os que a desconheciam ou se opunham a ela eram cisgêneros e heterossexuais. Dos dois participantes que a aceitavam, mas não a utilizavam, um era LGBTQ+ e o outro era cisgênero e heterossexual. Esta pesquisa também analisará as implicações coloniais de uma inovação neutra em termos de gênero em uma língua colonial, enquanto a língua indígena já possui essas ferramentas linguísticas. No debate em andamento sobre a linguagem inclusiva, as perspectivas de identidades interseccionais, como a dos povos indígenas queer, são cruciais para compreender como essa inovação linguística afeta e é percebida por populações diversas.
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